004_Hiperidrose é a sudorese (produção de suor) acima das necessidades fisiológicas. Pode aparecer em diferentes partes do corpo, com maior frequência nas mãos, axilas e pés gerando desconforto aos seus portadores em graus variados. Algumas pessoas sofrem tanto que acabam se afastando da vida em sociedade.

Até 20 anos atrás o único tratamento existente era a simpatectomia convencional (cirurgia), com bons resultados, entretanto associada a uma complicação muito frequente, a queda das pálpebras (Horner), motivo pelo qual, a maioria dos pacientes NÃO QUERIA SER OPERADA.

Com o desenvolvimento da TECNOLOGIA, novas técnicas cirúrgicas (através do vídeo) foram criadas e a queda da pálpebra deixou de ser um problema maior. Com isso, no início da década passada, a Vídeo Cirurgia passou a ser utilizada com grande frequência, com resultados animadores.

 Entretanto NOVAS COMPLICAÇÕES apareceram, sendo a pior delas o aparecimento de sudorese em partes do corpo que antes da cirurgia não eram incomodativas: a HIPERIDROSE COMPENSATÓRIA. Devido a isso, passamos a procurar outras alternativas para os pacientes.

Há 5 anos resolvemos fazer um estudo científico original para avaliar o resultado do uso do Cloridrato de Oxibutinina para o tratamento da Hiperidrose.

 Numa fase inicial, estudamos um grupo de mais de 500 pacientes com hiperidrose em mãos, pés, rosto e axilas.

OS PRÓPRIOS PACIENTES julgaram a INTENSIDADE DA SUDORESE e também a evolução de sua QUALIDADE DE VIDA com o uso da medicação.

Resultados MUITO BONS.

Observamos que mais de 60% dos pacientes referiram uma melhora nos índices de sudorese, levando à melhora de sua qualidade de vida.

Mais da metade dos pacientes decidiram manter o tratamento e desistiram da cirurgia.

Hoje os pacientes são inicialmente tratados com o Cloridrato de Oxibutinina, a menos que tenham alguma contra-indicação para tal. Caso haja melhora, os pacientes devem se manter com a medicação. Caso não haja melhora, passam a ser candidatos a cirurgia, que também é uma opção muito boa, mas com riscos BEM CONHECIDOS.

Mas o uso prolongado dessa medicação não era conhecido. Hoje, após tratarmos mais de 1200 pacientes a longo prazo obtivemos a resposta.

Submetemos diversos trabalhos científicos nesse tópico e um deles já foi publicado na revista Annals of Vascular Surgery, no mes de fevereiro de 2014, (doi : 10.1016/j.avsg.2013.12.024).

De um grupo de 431 pacientes consecutivos  tratados de 2007 a 2013, 28.7% não obtiveram melhora e a simpatectomia foi indicada. Após 17 meses, 82.9% dos pacientes mantinham melhora moderada ou grande.

Verificamos que em pacientes com boa resposta inicial, mais de 80% dos mesmos mantiveram essa melhora. Os resultados foram particularmente melhores em mulheres.

CONCLUSÃO.

 Quando o resultado inicial é bom, os pacientes se mantém no mesmo estado clínico ao longo do tempo.

 

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Blog Prof. Dr. Nelson Wolosker

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